A dor na região externa do cotovelo é uma queixa frequente que pode dificultar tarefas simples, como abrir uma maçaneta, segurar uma xícara de café ou cumprimentar alguém com um aperto de mão. Esse desconforto, que muitas vezes se torna persistente, é característico da epicondilite lateral.
Embora seja conhecida como “cotovelo de tenista”, a grande maioria dos pacientes que desenvolve essa condição não pratica o esporte. Ela é causada pela inflamação ou degeneração dos tendões que ligam os músculos do antebraço à proeminência óssea na parte externa do cotovelo, devido ao uso excessivo.
A causa principal está relacionada a movimentos repetitivos de extensão do punho e dos dedos. Atividades profissionais que exigem esforço contínuo, como o uso intenso de mouse e teclado, trabalhos de pintura, marcenaria ou jardinagem, geram microlesões nos tendões que, sem o devido descanso, resultam em dor crônica.
Os sintomas costumam surgir de forma gradual. O paciente sente uma queimação ou dor na parte externa do cotovelo que pode se irradiar para o antebraço e punho. Com o tempo, a força para segurar objetos diminui, tornando atividades que antes eram fáceis em desafios dolorosos no dia a dia.
O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado pelo ortopedista por meio de testes físicos que reproduzem a dor ao movimentar o punho contra resistência. Em alguns casos, exames de ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar a extensão da lesão tendínea e excluir outras causas.
O tratamento inicial foca no controle da fase inflamatória. A interrupção ou modificação da atividade causadora da dor é o primeiro passo, acompanhada pela aplicação de gelo e o uso de medicamentos anti-inflamatórios prescritos pelo médico para reduzir o inchaço e o desconforto local.
A fisioterapia desempenha um papel vital na reabilitação definitiva. Através de exercícios de alongamento e, principalmente, de fortalecimento excêntrico dos músculos do antebraço, é possível estimular a cicatrização correta do tendão. Recursos como o ultrassom terapêutico e o laser também podem ser utilizados para acelerar o processo.
Em situações onde a dor persiste por meses, tratamentos mais específicos como a terapia por ondas de choque ou infiltrações podem ser considerados. O acompanhamento especializado é fundamental para evitar que a lesão se torne crônica e para garantir o retorno seguro às atividades profissionais e esportivas com qualidade de vida.