A dor no pescoço, clinicamente conhecida como cervicalgia, é uma queixa extremamente comum que pode afetar pessoas de todas as idades. Desde um leve desconforto até uma dor intensa e persistente, ela pode limitar severamente os movimentos da cabeça e do pescoço, impactando a qualidade de vida e a produtividade diária.
Essa região da coluna, chamada de coluna cervical, é composta por sete vértebras delicadas, que suportam a cabeça e permitem uma ampla gama de movimentos. No entanto, essa mobilidade a torna vulnerável a diversas condições que podem gerar dor.
As causas da cervicalgia são variadas. Posturas inadequadas prolongadas – seja ao usar o celular, computador ou ao dormir – são grandes vilãs. Estresse e tensão muscular, traumas (como em acidentes de carro), problemas nas articulações, hérnias de disco cervicais e artrose também são fatores importantes.
Os sintomas da cervicalgia podem incluir dor localizada no pescoço que pode se irradiar para a cabeça (causando dores de cabeça tensionais), ombros e braços. É comum sentir rigidez, espasmos musculares e dificuldade para mover a cabeça, especialmente ao tentar olhar para os lados ou para cima.
O diagnóstico preciso é feito por um médico ortopedista, que realizará um exame físico detalhado, avaliando a amplitude de movimento do pescoço, a sensibilidade e a presença de pontos dolorosos. Em alguns casos, exames de imagem como raio-X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada podem ser solicitados para identificar a causa subjacente da dor.
O tratamento inicial da cervicalgia é predominantemente conservador. Medidas como repouso relativo, aplicação de compressas quentes ou frias na região, e o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos são geralmente eficazes para controlar a dor e a inflamação na fase aguda.
A fisioterapia é um pilar fundamental no tratamento e na prevenção da cervicalgia. Exercícios específicos de alongamento, fortalecimento da musculatura do pescoço e dos ombros, e técnicas de mobilização ajudam a restaurar a função normal, aliviar a tensão e melhorar a postura, evitando novas crises.
Em situações onde a dor é crônica, intensa ou não responde aos tratamentos conservadores, outras abordagens podem ser consideradas. Infiltrações para bloquear a dor ou, em casos mais raros e graves (como compressão nervosa significativa), procedimentos cirúrgicos podem ser indicados. Um acompanhamento médico especializado é essencial para determinar a melhor conduta de tratamento para cada paciente.