A dor na região da virilha ou na lateral do quadril, muitas vezes acompanhada de uma sensação de rigidez ao acordar, é um dos primeiros sinais da artrose de quadril. Essa condição degenerativa ocorre devido ao desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação, reduzindo a capacidade de amortecimento e gerando atrito direto entre os ossos.
As causas da artrose são variadas e geralmente estão ligadas ao envelhecimento natural do corpo, fatores genéticos, sobrecarga por excesso de peso ou sequelas de traumas antigos. Com o desgaste da cartilagem, a articulação perde sua mobilidade suave, o que pode transformar atividades simples, como calçar as meias ou entrar e sair de um carro, em tarefas extremamente desconfortáveis.
Os pacientes costumam relatar que a dor piora após longos períodos de caminhada ou permanência em pé, podendo também se manifestar após ficar muito tempo sentado. Além da dor, é comum notar uma diminuição da amplitude de movimento e, em estágios mais avançados, uma leve claudicação (mancar) ao caminhar, o que impacta diretamente a independência e a qualidade de vida.
O diagnóstico é realizado pelo ortopedista por meio de um exame físico detalhado e confirmado por exames de imagem, como o raio-X, que mostra a diminuição do espaço articular e a presença de osteófitos (os chamados “bicos de papagaio”). Em casos específicos, a ressonância magnética pode ser solicitada para avaliar o estado dos tecidos moles e o grau de comprometimento ósseo.
O tratamento inicial busca retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas de forma conservadora. O controle do peso corporal é fundamental para reduzir a carga sobre a articulação, aliado ao uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Exercícios de baixo impacto, como natação ou hidroginástica, são excelentes aliados para manter a articulação ativa sem gerar sobrecarga excessiva.
A fisioterapia desempenha um papel vital na reabilitação, focando no fortalecimento dos músculos que estabilizam o quadril, como os glúteos e o core. O objetivo é melhorar a mobilidade e distribuir melhor as forças durante a marcha. Em casos onde o desgaste é total e a dor não responde mais ao tratamento clínico, a cirurgia de prótese (artroplastia) é indicada para restaurar a função e devolver o bem-estar ao paciente.