Ruptura de Menisco

A dor no joelho acompanhada de uma sensação de travamento ou estalido é uma queixa comum que pode ocorrer tanto em atletas, devido a movimentos bruscos, quanto em pessoas mais velhas, em decorrência do desgaste natural da articulação. Esse desconforto persistente é, muitas vezes, o sinal de uma ruptura de menisco.
Os meniscos são duas estruturas de fibrocartilagem, em formato de meia-lua, situadas no interior do joelho. Eles funcionam como amortecedores essenciais, distribuindo o peso do corpo e reduzindo o atrito entre o fêmur e a tíbia, além de auxiliarem na estabilidade e na lubrificação da articulação.
A ruptura pode ocorrer de duas formas: traumática ou degenerativa. A traumática acontece geralmente durante a prática esportiva, em movimentos de rotação do joelho com o pé fixo no chão. Já a degenerativa surge com o passar dos anos, quando o tecido do menisco se torna mais frágil e pode romper até mesmo em atividades simples, como agachar.
Os principais sintomas incluem dor na lateral ou no centro do joelho, inchaço que surge algumas horas após a lesão e dificuldade para esticar ou dobrar totalmente a perna. Em casos de rupturas em “alça de balde”, o joelho pode sofrer um travamento mecânico, onde o paciente não consegue realizar o movimento da articulação.
O diagnóstico preciso é realizado pelo ortopedista por meio de manobras físicas específicas que testam a integridade dos meniscos. A ressonância magnética é o exame de imagem padrão-ouro, pois permite visualizar detalhadamente o tipo e a extensão da ruptura, auxiliando na decisão entre o tratamento conservador ou cirúrgico.
O tratamento inicial foca no controle da dor e do edema. O protocolo envolve repouso relativo, aplicação de compressas de gelo e o uso de medicamentos anti-inflamatórios. Dependendo da localização da ruptura, especialmente se for em uma área bem suprida de sangue (zona vermelha), o menisco pode ter potencial de cicatrização espontânea.
A fisioterapia é fundamental em todas as etapas da recuperação. O foco é fortalecer os músculos que dão suporte ao joelho, como o quadríceps e os isquiotibiais, além de trabalhar a amplitude de movimento e o equilíbrio. Esse fortalecimento é crucial para proteger a cartilagem articular e evitar o desgaste precoce (artrose) após a lesão.
Em casos onde o tratamento conservador não é suficiente ou quando o joelho apresenta travamentos frequentes, a cirurgia por artroscopia pode ser indicada. O objetivo moderno é sempre preservar o máximo de tecido possível, optando-se pela sutura do menisco quando viável. O acompanhamento especializado garante que o paciente recupere a mobilidade e retorne às suas atividades com segurança e qualidade de vida.