Entorse de Tornozelo

A entorse de tornozelo é uma das lesões mais frequentes nos prontos-atendimentos ortopédicos, ocorrendo tanto em atletas quanto em pessoas comuns durante atividades cotidianas, como um simples passo em falso em um terreno irregular ou ao descer um degrau.
Essa lesão acontece quando a articulação do tornozelo é forçada além do seu limite normal de movimento, causando o estiramento ou a ruptura dos ligamentos que conferem estabilidade à região. Na grande maioria dos casos, o pé vira para dentro, afetando os ligamentos da parte externa do tornozelo.
Imediatamente após o trauma, os sintomas mais comuns são dor intensa, inchaço localizado (edema) e, frequentemente, o surgimento de manchas roxas (equimoses). Dependendo da gravidade, o paciente pode sentir uma instabilidade na articulação e dificuldade significativa para apoiar o peso do corpo no pé afetado.
O diagnóstico preciso é fundamental e deve ser realizado por um ortopedista para classificar o grau da lesão, que varia desde um estiramento leve (Grau I) até a ruptura total dos ligamentos (Grau III). Exames de imagem, como o raio-X, são importantes para descartar possíveis fraturas associadas ao entorse.
O tratamento inicial baseia-se no protocolo de proteção, repouso, gelo, compressão e elevação do membro. O uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos é indicado para controlar o processo inflamatório e aliviar o desconforto, permitindo que o paciente inicie a reabilitação o quanto antes.
A imobilização temporária, seja por meio de talas, botas ortopédicas ou estabilizadores (braces), pode ser necessária nos casos mais graves para proteger os ligamentos durante a fase de cicatrização. No entanto, o repouso absoluto prolongado deve ser evitado para não causar rigidez articular e perda de massa muscular.
A fisioterapia é a etapa mais importante para garantir que o tornozelo recupere sua função total. O foco do trabalho fisioterapêutico é restaurar a amplitude de movimento, fortalecer a musculatura estabilizadora e, principalmente, realizar o treino de propriocepção, que ensina o corpo a reagir corretamente para evitar novos entorses.
Com o tratamento e a reabilitação adequados, a maioria dos pacientes retorna às suas atividades normais sem sequelas. O acompanhamento médico especializado é essencial para evitar a instabilidade crônica do tornozelo, garantindo que a articulação fique forte o suficiente para prevenir futuras lesões e assegurar a qualidade de vida.